sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

VIDAS DE PAPEL

Thomaz estava desempregado há quase dois anos, desde que se mudara com a família para Belle Valley, vila de Ohio, devido a uma doença do seu filho caçula, Michael.

Com a abertura de uma filial das Indústrias Rochets, Tomaz vê a grande oportunidade batendo em sua porta, podendo trabalhar em sua área de atuação, a Biotecnologia.

Porém, o que ele não imaginava, era que desafios e preconceitos iriam fazer parte de sua rotina.



04h45 a.m
Belle Valley, vila de Ohio
População 263 pessoas


Thomaz passou toda a noite sem conseguir pregar os olhos, pensando em sua próxima entrevista de emprego, que seria na manhã seguinte. 

As Indústrias Rochets, grande mineradora Russa, abriu uma filial de seu laboratório em Belle Valley, onde ele morava. Esta seria uma grande oportunidade de trabalhar em sua área de atuação, a Biotecnologia.

Estava desempregado há quase dois anos, desde que teve de sair do emprego em que trabalhou por quase dez anos, e mudar com a família, devido a um problema de saúde de seu filho caçula, Michael, hoje, com doze anos.

Michael desenvolveu uma espécie rara de gripe alérgica e esta comprometia seus pulmões. Seguindo a sugestão de vários médicos especialistas, a família se mudou para uma região montanhosa, onde o ar era mais puro, e, consequentemente, teriam melhor qualidade de vida.

Deixar os familiares não foi tão fácil quanto pareceu. Começar uma vida nova em outra cidade, onde não conheciam ninguém era assustador, mas... A família, para Tomaz, estava sempre em primeiro plano.

Desde que chegou a Belle Valley, só conseguiu arranjar alguns “bicos”. E não foi diferente nas cidades mais próximas: Cambridge e Marietta, porém nenhum... Digamos, “trabalho decente”. 

Quando deixava o currículo nos comércios, eles o elogiavam e diziam que ele merecia algo melhor. Quando entregava em uma grande empresa, após lerem, ficavam impressionados, contudo, quando o entrevistavam pessoalmente, era sempre a mesma resposta: “Sinto muito, mas o Senhor não se encaixa no perfil desta empresa”. Tomaz sabia que eles mentiam, pois se encaixava perfeitamente em tudo que eles queriam e precisavam. Tinha referências, experiência, um currículo invejável, além de falar mais dois idiomas, exceto por ser...

Estava quase no fim do mês, e, já havia feito várias entrevistas, entretanto, nenhuma empresa, ainda, não o havia contatado. E Tomaz duvidava se o chamariam.

Motta, o dono do armazém, onde ele trabalhava nos finais de semana descarregando caminhão, tinha interesse em contratá-lo. Mas, Tomaz pediu para que aguardasse sua resposta até o fim daquele mês, porque ainda lhe restava um sopro de esperança. Se nada mudasse até lá, não havia outra opção, a não ser aceitar. O salário não era muito, mas devido às circunstâncias, ajudaria.

Seus pensamentos o atordoaram por toda madrugada, fazendo-o revirar na cama. Anne, sua esposa, provavelmente, exausta, não percebeu sua ansiedade em momento algum. Quando começou a contar cada tictac do relógio, viu que não conseguiria fisgar o sono. A solução foi se levantar e preparar o café. 

Já se levantava quando escutou a porta do quarto rangendo. 




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